Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar!
Desfralda a invicta Bandeira, À luz viva do teu céu! Brade a Europa à terra inteira: Portugal não pereceu Beija o solo teu jucundo O Oceano, a rugir d'amor, E teu braço vencedor Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar!
Saudai o Sol que desponta Sobre um ridente porvir; Seja o eco de uma afronta O sinal do ressurgir. Raios dessa aurora forte São como beijos de mãe, Que nos guardam, nos sustêm, Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar!
Bandeira instituída em Novembro de 1910, pouco depois da implantação da República em Portugal (5 de Outubro de 1910)
Verde: O verde no ideário positivista e republicano (séculos XIX e XX), simboliza as nações que são guiadas pela ciência. Na versão popular simboliza a esperança no futuro.
Vermelho rubro: O vermelho é a cor das revoluções democráticas desde o século XVIII percorreram a Europa, como a revoluções de 1848, a Comuna de Paris (1871) ou a revolução republicana em Portugal de 31 de Janeiro de 1891. Simboliza a luta dos povos pelos grandes ideais de Igualdade, Faternidade e Liberdade. Na versão popular simboliza os sacrifícios do povo português ao longo da sua história.
Esfera armilar: Emblema do rei D. Manuel I (1469 -1521) e que desde então esteve sempre presente nas bandeiras de Portugal. Simboliza o Universo e a vocação universal dos portugueses. Na versão popular simboliza os descobrimentos portugueses.
Escudo. O Escudo de Armas remete para a fundação de Portugal. Simboliza a afirmação da cultura ocidental no mundo, e em particular dos seus valores cristãos. Os castelos, quinas e os besantes evocam conquistas, vitórias e lendas ligadas à fundação de Portugal por D.Afonso Henriques (1109-1185).
O concelho da Moita fica situado na margem sul do estuário do Tejo, o que lhe permitiu, desde cedo, uma relação afectiva com o rio.
A sul confronta com o concelho de Palmela, a oeste com o concelho do Barreiro e a norte e este com o do Montijo.
A sua zona ribeirinha, com mais de 20 km de extensão, possui um vasto conjunto de potencialidades para o turismo e para a criação de espaços de lazer, tendo sido esta área privilegiada para a construção de equipamentos colectivos como o Parque da Baixa da Banheira e as zonas lúdicas nas caldeiras da Moita e Alhos Vedros.
HISTÓRIA
Vestígios arqueológicos descobertos na jazida do Gaio, atestam a possível existência de um povoado neolítico, com cerca de 6 mil anos, cuja sobrevivência estaria baseada na pesca e recolecção de moluscos.
Sobre os povos que eventualmente tenham ocupado esta zona, antes de ser constituída a nacionalidade portuguesa, não há sinais. Sabe-se que a região era composta por sapais, matos, charnecas e pinhas e que estava sob a tutela da Ordem Militar de Santiago. No século XIII, foi esta entidade que criou o concelho do Ribatejo, cujo território englobava a região entre o rio Coina e a Ribeira das Enguias. Há já referência à povoação de Alhos Vedros, mas não à da Moita, o que leva a supor a sua inexistência neste período.
No início do século XVI, com a extinção do concelho do Ribatejo, a região de Alhos Vedros passa a contar com uma freguesia de seu nome Moita, cuja fundação crê-se datada da segunda metade do século XIV. Os seus primeiros habitantes terão sido salineiros e lenhadores, aí estabelecidos devido à exploração do sal e dos recursos florestais. Em 1514, D. Manuel passa carta de foral ao povoado da Moita.
O domínio Filipino trouxe a esta zona, um período de crescimento, passando a ser um importante ponto de passagem entre o sul do país, Castela e Lisboa. No início da década de 90 do século XVII, Moita eleva-se a vila, pela mão de D. Pedro II e é criado o concelho, devido à sua intensa actividade fluvial e consequente desenvolvimento económico.
No ano de 1855 o concelho da Moita é extinto e depois restaurado novamente e seis anos depois passa a abranger a antiga vila de Alhos Vedros. Em 1895 é novamente extinto, mas em 1898 foi definitivamente restaurado. Nesta época, já o sistema económico tradicional estava em fase de declínio, bem como os transportes fluviais, a cultura da vinha e a exploração salineira.
Apesar de, no início do século XX, o concelho da Moita ainda apresentar um cariz rural e marítimo, foi a partir dos anos 60 que assume um grande crescimento urbano e económico, perdendo a zona ribeirinha e apostando na indústria e nos transportes terrestres.
Nos dias de hoje, o concelho da Moita assume um crescimento urbano moderado, sendo que a maioria da sua população residente trabalha fora do concelho, nomeadamente em Lisboa, Almada, Barreiro e Setúbal.
PATRIMÓNIO
O património da moita reside, maioritariamente, nas suas igrejas e capelas.
Em Alhos Vedros, no Largo da Igreja, encontra-se a Igreja de São Lourenço (Igreja Matriz de Alhos Vedros). O edifício remonta aos finais do século XIII, mas a sua nave pertence ao século XVII. As suas paredes são revestidas com azulejos de 1749, descritivos de passagens da vida de S. Lourenço. Apesar de só se encontrar classificada a capela de São Sebastião, a igreja possui ainda as capelas de S. João Baptista e Nossa Senhora dos Anjos.
A Capela da Santa Casa da Misericórdia situa-se na freguesia de Alhos Vedros e terá sido construída em 1587 com as receitas da instituição que lhe dá o nome e donativos de benfeitores. É constituída por uma nave com tecto de madeira, e as suas paredes revestem-se de azulejos datados do século XVIII. O altar-mor tem um retábulo de talha dourada, evidenciando características maneiristas dos finais do século XVII.
Na freguesia da Moita, encontra-se a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. O edifício remonta aos inícios do século XVII, e é constituído por uma única nave, com paredes revestidas de azulejos azuis e brancos do século XVIII, e com púlpito de pedra localizado no centro. A capela mor é composta por um altar em talha dourada dos inícios do século XVII.
A Capela do Rosário, situada na freguesia do Rosário, foi construída em 1532, por Coome Bernardes de Macedo, proprietário da Quinta de Montim, e apresenta um arco e um portal de estilo Manuelino.
O Moinho de Maré do Cais de Alhos Vedros é um edifício do início do século XVII e pertenceu à família de Tristão Mendonça Furtado, os fidalgos da “Casa da Cova”. Este moinho está integrado no complexo industrial moageiro da margem sul e em 1986, com vista a um aproveitamento museológico, foi adquirido pela Câmara Municipal da Moita.
Ainda em Alhos Vedros, pode ser visto o Poço Mourisco. Um poço quinhentista, decorado com elementos colhidos da natureza, destacando-se o ramo de oliveira com azeitonas, a flor de liz e a cabeça, símbolo da ordem de Santiago.
TURISMO
O concelho distingue-se por três áreas naturais: as zonas húmidas, ribeirinhas, as zonas húmidas dos vales interiores e a zona de encostas e planaltos, onde se podem observar várias espécies animais e vegetais.
Além destas três áreas naturais, destaca-se a bacia central do Rio da Moita, cuja bacia hidrográfica se inicia na vertente norte da cadeia montanhosa da Serra da Arrábida. Para além desta bacia, existem ainda mais duas, embora mais pequenas: a bacia do Vale da Amoreira e a do Vale do Grou na zona poente do concelho.
A actividade naval é outra das grandes atracções do território da Moita. Barcos como os Botes, Faluas, Varinos e Fragatas tiveram um grande desenvolvimento nesta área, daí o varino “O Boa Viagem, e o bote “A Pombinha” já fazerem parte do património do concelho.
Da actividade fluvial ligada ao transporte de produtos para a cidade de Lisboa, é de salientar o Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos e o núcleo oficinal, no Gaio, formado pelo Estaleiro, Oficina de Velas e Ferreiro Naval, ambos vocacionados para a reconstrução das antigas embarcações do Tejo, convertendo-os em barcos de recreio. Nestas embarcações o destaque vai para as pinturas tradicionais do Mestre José Lopes e seus primos José e Luís Raimão.
Indispensável é uma visita às aldeias Gaio e Rosário, onde permanecem o colorido e a arquitectura locais.
A moita apresenta ainda, um conjunto muito vasto de festas tradicionais: as Festas de Nossa Senhora da Boa viagem (Setembro), S. José Operário (Julho), Nossa Senhora dos Anjos (Julho), Nossa Senhora do Rosário (Agosto), Nossa Senhora da Graça (Setembro) e Nossa Senhora da Atalaia (Outubro). Além das festas, destaca-se ainda o folclore, as danças de salão e a tradição tauromáquica da região.
Quanto à gastronomia o concelho da Moita tem para oferecer, nas entradas, a salada de búzios, os cogumelos com linguiça e ovos ou ainda a alheira de caça com grelos e ovos de codorniz. A massada de peixe e os escalopes em molho cigano são outras das delícias gastronómicas da região. Para sobremesa, as tradicionais farófias à moda da Moita.
MUNICÍPIO
Câmara Municipal da Moita Praça da República 2864-007 MOITA Telef.:212 80 67 00 Fax.:212 89 49 28 e-mail:cmmoita@cm-moita.pt Homepage: www.cm-moita.pt
Presidente João Manuel de Jesus Lobo (CDU)
Pelouros Administração e Finanças Informação e relações Públicas Informática e Telecomunicações Gabinete da Presidência Gabinete de Apoio aos Órgãos Municipais Gabinete de Estudos, Planeamento e Coordenação Gabinete Jurídico Gabinete de Projectos Estruturantes
Vereadores Eurídice Maria Sousa Pereira (PS) - Sem Pelouros
Rui Manuel Marques Garcia (CDU) - Vice-presidente da Câmara - Planeamento e Gestão Urbanística - Habitação - Actividades Económicas - Turismo - Sistema de Informação Geográfica
Carlos Alberto Picanço dos Santos (CDU) - Ambiente e Serviços Urbanos - Serviço Municipal de Protecção Civil - Partido Médico Veterinário
Vitor Cabral (PS) - Sem Pelouros
Miguel Francisco Amoedo Canudo (CDU) - Obras Municipais e Equipamento Mecânico - Divisão de Fiscalização e Contra-Ordenações
Vivina Maria Semedo Nunes (CDU) - Educação, Cultura, Desporto e Movimento Associativo - Juventude - Acção Social - Saúde
Luís Fernando Vaz Nascimento (PSD) - Sem Pelouro
Joaquim Inácio Raminhos Cabaça (BE) - Sem Pelouro
CONTACTOS
JUNTAS DE FREGUESIA:
Alhos Vedros
Largo da Graça 2860-026 Alhos Vedros Telef.:212 04 02 56 Fax.:212 02 50 30 Presidente:Fernanda Nunes Gaspar (CDU)
Baixa da Banheira
R. Eduardo Modelane, 2 7570-006 Baixa da Banheira Telef.:212 03 95 60 Fax.:212 03 95 65 e-mail:geral@jfbb.pt Presidente:Fernando Carrasco Valente (CDU)
Moita
Rua Machado Santos, 18 B - 1º 2860-478 Moita Telef.:212 80 80 72 Fax.:212 80 80 74 e-mail:jfm.moita@clix.pt Presidente:João Carlos Alves Faim (CDU)
Gaio-Rosário
Rua Luis de Camões, 44 2860-633 Gaio-Rosário Telef.:212 89 23 51 Fax.:212 89 91 79 e-mail:geral@jf-gaiorosario.pt Presidente:Maria Cristina Bolhinhas Campante (CDU)
Mulher proletária — única fábrica que o operário tem, (fabrica filhos) tu, na tua superprodução de máquina humana forneces anjos para o Senhor Jesus, forneces braços para o senhor burguês.
Mulher proletária, o operário, teu proprietário há de ver, há de ver: a tua produção, a tua superprodução, ao contrário das máquinas burguesas salvar o teu proprietário
Se tu pudesses, mar, se tu pudesses Levar-me contigo para onde vais, Sem em tuas ondas me quisesses, Eu iria pra não voltar jamais! Penso que além de ti, na solidão, Haverá refrigério para a alma, E este meu triste e pobre coração Terá um pouco de alegria e calma. Porque talvez, além de ti, ó mar, Não exista ninguém aqui da terra Nem possibilidade de amar. Leva-me, é o que te peço em minhas preces Pois uma triste história a minha vida encerra. Levar-me, ó mar amigo, se pudesses
As mulheres são como as árvores: elas fincam raízes no solo dos nossos corações, têm paciência e capricho com o próprio crescimento, seus braços são poderosos e, ao abraçá-las, nossos espíritos recebem renovadas energias. Elas amam e cuidam dos seus frutos, mesmo sabendo que um dia o mundo os levará para longe. Outras, aquelas que não dão frutos, oferecem sua sombra àqueles que necessitam de descanso. Quando açoitadas por fortes ventos da vida, elas emanam o perfume da força, trazendo calma por mais assustadora que seja a noite. Seus corações voam alto o suficiente para escutarem mais de perto os recados do céu. Elas oxigenam as ruas das cidades, as avenidas, os acostamentos de estradas e as beiras de rios e até as matas. Elas entendem o canto dos passarinhos e, mais do que ninguém, valorizam e protegem seus ninhos. Suportam melhor a solidão e as dificuldades da vida... Elas nascem em maior número para que o verde da esperança jamais empalideça. Todas mulheressão árvores... e que lindas florestas elas fazem.
Sonho, a gente só se dá conta dele depois que acorda, depois que ele acabou... E fica aquela vontade na gente de sonhar mais um pouquinho.
Existem pessoas que são um sonho. Um sonho pelo qual a gente dormiria a vida inteira. Mas o destino vem e nos acorda violentamente... E nos leva aquele sonho tão bom...
Existem pessoas que são estrelas. Doces, luzes que enfeitam e iluminam as noites escuras de nossas vidas. Mas vem o amanhecer e nos rouba com toda a sua claridade aquela estrela tão linda.
Existem pessoas que são flores. Belezas discretas que alegram o nosso caminho. Mas com o tempo, as flores murcham, e nos enchem de saudade de sua cor e de seu perfume.
Existem, finalmente, as pessoas que são simplesmente amor. Um amor doce como o mel de uma flor... que desabrochou numa estrela e que veio até nós num lindo sonho! E ainda bem que são amor, porque flores, estrelas ou sonhos, mais cedo ou mais tarde, terminam... mas o amor... O AMOR NÃO TERMINA NUNCA...
A Junta de Freguesia da Baixa da Banheira vai criar, a partir de Segunda-Feira dia 10 de Dezembro, o Gabinete de Apoio Social.
O G.A.S. é um gabinete de apoio onde se procura ajudar a desenvolver um projecto futuro, adequando os serviços às necessidades, promovendo o bem estar e a qualidade de vida.
Sítio da Banheira, Lugar da Banheira, Terras Baixas da Banheira do Tejo são apenas algumas das designações que ao longo dos tempos é possível, através de registos diversos das épocas, referenciar a localização da actual Baixa da Banheira. Na verdade, e reportando-se a primeira referência conhecida ao século XIV, o nome da nossa Freguesia não foi encontrado ou inventado a partir do nada ou por qualquer recente decisão.
Assim para nós, Baixa da Banheira é um nome com origens muito antigas e a nossa terra será conhecida através dele e cabe a todos nós banheirenses prestigiá-lo e fazer com que cada vez mais pessoas, quando se referem à Baixa da Banheira o liguem a uma terra agradável onde se vive bem e a sua melhor riqueza são as pessoas.
Em termos de história recente a Baixa da Banheira começou praticamente nos anos 30/40 com a chegada de muitas famílias oriundas do Algarve, Trás-os-Montes, Alentejo(entre outras), que procuraram trabalho nas grandes fábricas da região como por exemplo a CP, a CUF, a Siderurgia, a Indústria Naval e as cortiças. Embora hoje a sua população já comece a ter outras origens, designadamente de zonas de serviços da área de Lisboa, a base da nossa população é de gente trabalhadora, com grande espírito de fraternidade e solidariedade que se orienta frequentemente até aos nossos dias por uma postura democrática e progressista. A Baixa da Banheira do futuro será necessariamente esta junção de várias origens caldeadas no espírito de participação que se mantém e dará a todos uma vida melhor. A freguesia da Baixa da Banheira foi criada em 1967 pelo Decreto-Lei n.º 47.513, de 26 de Janeiro